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Mostrando postagens de Fevereiro, 2015

O encontro de Sissi e o Imperador, em Ischel, na Áustria

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Convite de Sua Majestade, Francisco José I, à jovem Elisabeth, da Bavária: “Poderia acompanhar-me se tiver tempo. Vamos dar uma volta e admirar a beleza de Ischel..." "...Aquele é o “Dachstein”. Ali é meu reduto de caça, aquele monte. Ali é a Serra dos Infernos. E ali é o Monte Jainsen... Muito bem, então às cinco horas, em ponto, na ponte dos gamos?” Foi assistir ao primeiro filme da trilogia “Sissi” (1955) e apaixonar-me pela história real e pelo carismático casal-intérprete: Romy Schneider, ainda como Elisabeth da Bavária (1837-1898), e Karlheinz Böhm, como o charmoso imperador da Áustria, Francisco José I (1830-1916). Os jovens, que são primos, se reencontram numa estrada de Ischel ( Bad Ischl) , aonde a garota está pescando. Ele não a reconhece e apaixona-se à primeira vista. Ela corresponde o sentimento do jovem imperador, mas não se identifica como uma princesa. Decidido e encantado, Sua Majestade Franz Joseph desce da carruagem e faz um inespe

Visitando o Café Lalo, de Mensagem para Você

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Fran no Café Lalo   Foi com um prazer imenso que eu fui conhecer o Café Lalo , charmosa locação do filme Mensagem para Você.  Nele, Kathleen Kelly (Meg Ryan) e Joe Fox (Tom Hanks) são inimigos profissionais no mundo real. Ambos possuem livrarias: a dela, pequena e aconchegante, do tipo que conhece os clientes pelo nome; a dele, grande, impessoal, cheia de ofertas e descontos. No mundo virtual, no entanto, os dois - que não sabem a identidade um do outro - se falam e se adoram. Um dia, chateada com o rumo da sua livraria, que perde espaço para a de Fox, ela marca um encontro com o seu cyber-amigo para conversarem. Onde? No mais romântico café de Manhattan: o Lalo ! Chegando lá, ele saca quem ela é. Ela, no entanto, acha que levou um fora do seu paquera anônimo que, aparentemente, não foi encontrá-la. E as coisas caminham assim até, claro, o final do filme. Confesso que "Mensagem para Você", dirigido - carinhosamente - pela Nora Ephron , é um daqueles filmes que eu amo

Projeto Veraneio Viajante, com Flor Pinheiro e Ivan Rodrigues

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Texto e fotos de Flor Pinheiro e Ivan Rodrigues    Site Projeto Veraneio Viajante   Foto no acampamento montado em Camping Municipal de  Rio Cuarto, Argentina. "Abandonar trabalho, família e amigos, deixar uma carreira e uma história para trás, largar sua zona de conforto, seu porto seguro, parece loucura? Não! É a realização de um grande sonho, segundo o casal Ivan Rodrigues e Florinda Pinheiro do Projeto Veraneio Viajante. Eles partiram de Mauá, região metropolitana de São Paulo em agosto de 2014 e, até agora, já percorreram mais de 25 mil quilômetros a bordo de sua Chevrolet Veraneio 1973, toda original. A quem acha que um carro desses não seria capaz de tamanha façanha, se engana. Até agora os problemas que surgiram no caminho (poucos, diga-se de passagem) foram facilmente superados por seus ocupantes. Os aventureiros que agora estão na região de Manaus, se preparam para sair do país pela segunda vez, já que logo no início partiram seguindo para a Argentina e por lá

Uma Aventura na Martinica

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Dizem que o escritor Ernest Hemingway considerava seu romance "Ter e Não Ter", escrito enquanto ele vivia em Key West, Flórida, o seu trabalho menos expressivo. Um dia, o diretor Howard Hanks lhe disse que podia fazer algo interessante do texto 'ruim'. Assim nasceu Uma Aventura na Martinica ( To Have and Have Not ), que já começou com problemas. Por questões políticas, a ilha de Cuba - que, no livro, é o principal lugar onde a trama se passa - não pode ser referenciada no filme. Então, a história do capitão americano, dono de um barco muito disputado em águas caribenhas, foi transferida para Martinica. Esta, por sua vez, foi 'criada' no estúdio 28 da Warner Brothers Burbank Studios, em Burbank, na Califórnia.  Fotos: Divulgação Os roteiristas Jules Furthman e William Faukner 'transformaram' o romance de Hemingway. Muito se criticou que o filme pouco tem em comum com o livro. Eu concordo parcialmente. Na tela, vemos as referências pr

"Quando o Coração Floresce" em Veneza

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Vista do quarto de Jane, na Pensão Fiorini. Linda demais! Fotos dos filme: Divulgação Antes de assistir Quando o Coração Floresce , de 1955 e com Katharine Hepburn no papel principal, eu achava que já tinha visto os melhores filmes ambientados em Veneza. Engano meu! Este clássico é muito bom e mostra a cidade pela perspectiva mais próxima de nossa experiência como viajantes: a de um(a) turista! Hepburn interpreta Jane Hudson, uma americana independente, solteira e que viaja de férias para Veneza, na Itália. Lá, vendo tantos casais enamorados, ela começa a se ressentir de sua vida solitária. Isto, claro, até o momento em que conhece Renato de Rossi (Rossano Brazzi, o mesmo de "A Condessa Descalça" ), um italiano bonitão e sedutor, que tenta conquistá-la. No entanto, Rossi é um homem com um segredo e isso pode não combinar com os sonhos românticos da nossa heroína. É ver e se apaixonar, especialmente, por Veneza! A nossa heroína, Jane Hudson, na Pensão Fiorini. 

Birdman (ou a Inesperada Virtude da Ignorância)

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Foto: Alison Rosa, da Fox Searchlight Pictures Em plena Broadway, Riggan Thomson (Michael Keaton) ocupa o St-James Theater  e ensaia para a sua peça “ What we talk about when we talk about love “ (obra de Raymond Carver). Ele e sua equipe estão prestes a participar do primeiro ensaio aberto, que será seguido de outros tantos durante o filme e antes da noite de estreia. O nervosismo paira por todo o espaço. É ator que se acidenta na última hora e precisa ser substituído por outro, o brilhante e excêntrico Mike Shinner (Edward Norton). É atriz, Lesley (Naomi Watts), que está prestes a debutar num palco da Broadway e teme que algo dê errado. É produtor, Brandon (Zach Galifianakis), que conta cada centavo para garantir que o dinheiro volte a sorrir para o cofre da peça. É filha rebelde, Sam (Emma Store), que trabalha com o pai, mas odeia o que está fazendo, e assim por diante. Isso tudo sem contar com o drama do próprio Riggan, que vive escutando uma voz que o lembra do quanto ele era

O Jogo da Imitação

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Foto: Divulgação Benedict Cumberbatch é o nome do filme O Jogo da Imitação  ( The Imitation Game )! Depois de assistir a história do matemático Alan Turing, apaixonado por palavras cruzadas, que ajudou a antecipar o final da II Guerra Mundial ao desvendar, com a ajuda de alguns colegas, o que ficou conhecido como o Enigma alemão, eu saí do cinema desejando que a Academia tenha sucesso na escolha de melhor ator da 87ª. Edição do tão cobiçado Oscar. Eu, sinceramente, não saberia escolher entre os candidatos deste ano, qual o melhor (e olha que eu ainda não vi "Birdman", "Sniper Americano" e nem "Foxcatcher"!). Só sei dizer que é impossível desviar a atenção do ator inglês durante todos os momentos em que ele aparece na tela. O fato é que  Cumberbatch está soberbo neste papel! . Sobre as locações, eu conheci a King´s Cross Station, em Londres. As demais - em sua maioria, locais de cidades do interior da Inglaterra - estão no site da IMdb (veja  Locaçõe

Livro do mês: "Cineturismo" de Flavio Martins e Nascimento

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A foto da capa do meu exemplar, adquirido pelo site da Livraria da Folha . " Se paira alguma dúvida sobre qual é a capacidade que o cinema tem de criar e transmitir imagens sobre locações e suscitar no público a vontade de conhecer de perto essas instalações e cenários onde filmes são realizados, basta prestar atenção ao sucesso de Sideways , O Código Da Vinci , Harry Potter e, sobretudo, O Senhor dos Anéis . Estes, entre outros tantos, são filmes que despertam o desejo em milhões (sim, milhões!) de espectadores do mundo inteiro em conhecer as vinícolas de Santa Bárbara - e, depois, outras espalhadas pelo mundo afora -; os corredores do Louvre, com as suas famosas obras artísticas; a arquitetura da Grã-Bretanha, e também as belíssimas paisagens da Nova Zelândia, respectivamente abordados nos filmes citados " ("Cineturismo", de Flavio Martins e Nascimento). Descobri Cineturismo , de autoria do bacharel em Turismo e mestre em Ciência da Informação, Flavi

A Teoria de Tudo

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Foto: Divulgação Olha, eu acredito que a briga vai ser boa pela estatueta do Oscar de Melhor Ator deste ano! Tirar o prêmio das mãos de Eddie Redmayne vai dar muito trabalho!   Assisti A Teoria de Tudo na sua estreia. Sala lotada e tela cheia com uma história de vida de  fazer muita gente -sem problemas físicos aparentes- ficar incomodada pela capacidade de superação de Stephen Hawking (interpretado, magistralmente, por Redmayne). O que o físico inglês sofreu (e continua sofrendo) com a parte física do seu corpo -afetado pela doença de esclerose lateral amiotrófica- ele compensou (e ainda compensa) com toda a sua dedicação intelectual para entender o tempo e a origem do universo.  Só assistindo o filme dirigido por James Marsh para compreender o fascínio dessa trama (que mescla drama com momentos divertidos). De quebra, belas imagens da  Universidade de Cambridge , em Cambridgeshire,  instituição datada de 1209 (!) e a segunda mais antiga da Inglaterra.   O filme foi basead