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Mostrando postagens de Setembro, 2012

"Como criar um filme" por Selton Mello

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Na quarta-feira (26), Maria Fernanda Cândido e Selton Mello apresentaram a palestra "Como criar um filme", na Casa do Saber. Muito do que se falou foi em torno da criação de "O Palhaço", filme escrito e dirigido por Selton e que tornou-se o representante do Brasil para o Oscar de 2013.  "O Palhaço" nasceu de uma dúvida que Selton tinha sobre o seu papel como ator. Ele estava repensando a sua carreira e tinha interesse em explorar  outras formas de fazer arte. Selton queria realizar uma produção que pudesse ser comercial e reflexiva ao mesmo tempo. Assim nasceu um filme singelo, sútil e belo.     Quando houve a abertura para perguntas, eu aproveitei a oportunidade para saber mais sobre como são escolhidas as locações usadas nos filmes. Selton explicou-me que elas surgem da negociação com o diretor de arte. Geralmente, acontece de uma rua, praça, ambiente ter a cara de determinada cena. Se os fatores 'tempo' e 'distân

Um parabéns especial para F. Scott Fitzgerald

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  Francis Scott Fitzgerald nasceu no dia 14 de setembro de 1896 e viveu por apenas 44 anos. Um dos principais representantes da Geração Perdida, ele deixou maravilhosas obras-primas e transformou-se num imortal da literatura americana e universal.  Scott casou-se Zelda Sayre e foi pai de Scottie. O casal morou por muitos anos na França. Lá, ele lançou, em 1925, " O Grande Gatsby ", que recebeu do seu autor o seguinte comentário: " Meu livro é maravilhoso, bem como o ar e o mar " (palavras dele para o amigo Edmund Wilson). Com Gatsby, Fitzgerald tornou-se uma celebridade e passou a frequentar mais e mais festas (e a beber cada dia um pouco mais que no anterior).  O retorno do casal para a América foi complicado. Zelda mostrava sinais claros de loucura e Scott já não conseguia produzir como no passado, ficando a beira da pobreza. No auge da sua crise pessoal, com Zelda internada num hospício, ele conseguiu concluir " Suave é a Noite " ( Tender

Woody Allen na Europa: Para Roma, Com Amor

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Fotos: divulgação Nosso tour europeu pelo mundo de Woody Allen chega a Roma, a capital italiana, de vocação barroca e renascentista. Nela, acompanhamos quatro histórias divertidas, livremente inspiradas na obra “Decamerão”, de Giovanni Boccaccio. Uma turista americana (Alison Pill) pede uma informação a um romano (Fabio Parenti). Os dois se encantam um com o outro e iniciam um relacionamento sério. Os pais da jovem, Jerry (Woody Allen, impagável!) e Phyllis (Judy Davis), chegam à cidade para conhecerem o noivo e a sua família. Jerry fica tão impressionado com a voz do pai de seu futuro genro (o tenor Fabio Armeliato, que esteve no Brasil, recentemente), que o convida para ingressar na carreira artística. O Teatro dell´Opera é o local de estreia da nova sensação da ópera italiana. Jack (Jesse Eisenberg) é um jovem estudante que encontra um arquiteto renomado (Alec Baldwin), uma inspiração profissional para ele. Os dois conversam sobre as coincidências de a

Woody Allen na Europa: Meia Noite em Paris

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Caminhando pelas margens do Rio Sena, um pensativo Gil Pender (Owen Wilson) se perde entre questões que ele não tem coragem de responder: s er um roteirista de sucesso na Califórnia ou realizar o sonho de ser escritor, em Paris? Casar com Inez ou abandonar tudo para ficar com Adriana? Viver no século XXI ou transportar-se para os anos 20, a queles marcados por uma Geração Perdida e conhecida como a Era do Jazz ? Antes das respostas, vamos entender o que aconteceu. Antes dos problemas aparecerem, G il era apenas o noivo de Inez (Rachel McAdams) e viajara para a França para acompanhar os futuros sogros numa viagem de negócios. Apaixonado por Paris e seus arredores, ele leva Inez para conhecer o último refúgio de Monet , a casa (e os famosos jardins) do pintor impressionista em Giverny . Gil declara à noiva todo o encantamento que a Cidade-Luz exerce sobre ele e como gostaria de ficar mais tempo por lá e escrever o seu tão desejado livro . Já no Hotel Bristol (rue du Faubou

Woody Allen na Europa: Vicky Cristina Barcelona

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Fotos do filme: divulgação O quarteto formado pela racional Vicky (Rebecca Hall), a intensa Cristina (Scarlett Johansson), a tempestuosa María Elena (Penélope Cruz) e o sedutor Juan Antonio (Javier Bardem) funcionou tão perfeitamente que, a partir de “ Vicky Cristina Barcelona ”, uma comédia romântica deliciosa de assistir, eu fiz questão de rever os filmes anteriores de Woody Allen, aqueles rodados em Nova York, somente para matar a saudade do estilo do diretor e me divertir um pouco com as suas piadas. As amigas americanas, Cristina e Vicky, vão à Barcelona passar o verão na casa dos tios de uma delas. Para Vicky, a viagem é a oportunidade de mergulhar na cultura catalã e concluir seu mestrado antes de retornar a Nova York e casar-se com Doug. Cristina, por sua vez, quer esquecer-se do fracasso do filme que escreveu, dirigiu, atuou e que detestou, além de tirar da cabeça um namoro recém-terminado.  Cristina, Judy e Vicky na Casa Milá, conhecida como "La Pedrera&qu