Postagens

Mostrando postagens de Novembro, 2020

Na natureza (bem) selvagem

Imagem
Fotos: divulgação Por  Fran Mateus   Quando deixou seu apartamento de estudante, em Atlanta, Christopher McCandless só queria viver uma grande aventura pelas estradas, campos, pequenas cidades e parques naturais do Oeste americano e curtir ao máximo a sua condição de homem livre, após ter se formado pela Emory University e de anos se sentindo reprimido pelos pais. E o seu desejo foi, "até um certo ponto", muito bem realizado. Quem viu Na Natureza Selvagem  (2007), o filme dirigido por Sean Pean sobre a história desse jovem de 20 e poucos anos, entende o "até certo ponto". É que chega um momento em que Chris se dá conta de que viver em contato direto com o mundo mais primitivo não é tão fácil como acreditava e que o ser humano pode perder o controle da situação de forma irreversível. Sean Penn fez uma excelente adaptação para a tela do livro  Into the Wild , escrito por Jon Krakauer. O diretor intercalou as emoções conflitantes do enredo em 3 partes: o da peregrinaçã

"Livre": uma longa caminhada pela Pacific Crest Trail

Imagem
Fotos: divulgação Por  Fran Mateus   "Livre"  ( Wild , 2014) mostra a longa caminhada  de redenção da americana Cheryl Strayed pela  Pacific Crest Trail (PCT) . D epois da morte da mãe, essa jovem entra numa fase negra, virando usuária de drogas, envolvendo-se com diversos homens e separando-se do marido. Um dia, ao se ver diante de uma situação que a leva ao fundo do poço, Cheryl decide levantar a cabeça e se tornar uma pessoa melhor, a mulher que a sua mãe sempre desejou que ela fosse, e começa a fazer isso caminhando a maior parte da PCT, uma trilha de 1.770 quilometros que se estende do deserto de Mojave, Califórnia, até o estado de Washington. Cheryl percorreu 1.500 km (Uau!) e encerrou a jornada na Bridge of the Gods, no Oregon. Google Maps Inspirado na biografia da própria Cheryl, Wild: From Lost to Found on The Pacific Crest Trail , e dirigdo por Jean-Marc Vellée, " Livre" é um filme comovente e conta com, no mínimo, duas interpretações fantásticas: a de Re